Ministério da Saúde orienta vacinação em pessoas com comorbidades por idade

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Ministério da Saúde orienta vacinação em pessoas com comorbidades por idade

Foto: Renan Mattos (Diário)/

Problemas cardíacos e do pulmão, hipertensão arterial e diabetes são algumas das doenças pré-existentes que podem oferecer risco de agravamento da Covid-19. Nesta quarta-feira, o Ministério da Saúde divulgou que o público-alvo é o próximo grupo prioritário na fila estabelecida pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), a partir do mês de maio.

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Conforme a pasta, é importante que as pessoas pertencentes ao grupo das comorbidades estejam pré-cadastradas no Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) ou em alguma unidade de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Porém, quem não tiver inscrição, pode apresentar, no momento da vacinação, um comprovante que demonstre pertencer a um destes grupos de risco, como exames, receitas, relatório médico ou prescrição médica.

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A orientação do Ministério da Saúde é que pessoas com comorbidades sejam convocadas para vacinação de acordo com a sua idade, dos mais velhos para os mais jovens. Assim, serão vacinadas pessoas de 55 a 59 anos, depois de 50 a 54 anos, e assim por diante (veja a lista de comorbidades abaixo).

– O grupo prioritário das comorbidades é um dos maiores da ordem estabelecida pelo Plano de Vacinação do Ministério da Saúde. São mais de 17 milhões de pessoas que, muito em breve, serão vacinadas. Esse movimento será muito importante para proteger as pessoas que estão nesse grupo de risco e, também, para a ampliação da vacinação no Brasil – comenta o secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros.

Até o momento, 14 grupos prioritários foram contemplados.

NO ESTADO

Na terça-feira,  Secretaria Estadual da Saúde (SES) encaminhou ofício ao Ministério da Saúde solicitando que os municípios que já vacinaram 90% dos idosos possam começar a imunizar as comorbidades. Esses já teriam condições de começar, segundo avaliação da SES. A tendência, conforme informou a assessoria de comunicação, é que seja por idade. 

– Municípios que já conseguiram avançar bastante, fizeram busca ativa e ainda assim têm doses excedentes deveriam poder começar a vacinar as comorbidades – explica a secretária da Saúde, Arita Bergmann.

Consultada, a prefeitura de Santa Maria informou que a estimativa é que o município tenha cerca de 48 mil idosos com 60 anos ou mais e, conforme o vacinômetro, cerca de 39 mil idosos foram vacinados na cidade, o que significa 81,25% do grupo prioritário imunizado. Ainda, a prefeitura informou que depende do repasse do Estado das doses de vacina contra a Covid-19 para seguir o calendário de imunização.

EM SANTA MARIA

Na última sexta-feira, o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Sul (MPT/RS) encaminharam uma recomendação à Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações (CGPNI) do Ministério da Saúde pedindo critérios mais claros e objetivos quanto à vacinação para grupos prioritários das pessoas com comorbidades e das pessoas com deficiência permanente. O Ministério tem um prazo de cinco dias para acatar ou não às recomendações. 

Descrição das comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19

Grupo de comorbidades

Descrição

Diabetes mellitus

Qualquer indivíduo com diabetes

Pneumopatias crônicas graves

Indivíduos com pneumopatias graves incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticoides sistêmicos, internação prévia por crise asmática)

Hipertensão Arterial Resistente (HAR)

HAR = Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos de diferentes classes, em doses máximas preconizadas e toleradas, administradas com frequência, dosagem apropriada e comprovada adesão ou PA controlada em uso de quatro ou mais fármacos antihipertensivos

Hipertensão arterial estágio 3

PA sistólica ?180mmHg e/ou diastólica ?110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade

Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

PA sistólica entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg na presença de lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade

Doenças Cardiovasculares: 

Insuficiência cardíaca (IC)

IC com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional da New York Heart Association

Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar

Cor-pulmonale crônico, hipertensão pulmonar primária ou secundária

Cardiopatia hipertensiva

Cardiopatia hipertensiva (hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo)

Síndromes coronarianas

Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras)

Valvopatias

Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras)

Miocardiopatias e Pericardiopatias

Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática

Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas

Aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos

Arritmias cardíacas

Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras)

Cardiopatias congênita no adulto

Cardiopatias congênitas com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico

Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados

Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência)

Doença cerebrovascular

Acidente vascular cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular

Doença renal crônica

Doença renal crônica estágio 3 ou mais (taxa de filtração glomerular < 60 ml/min/1,73 m2) e/ou síndrome nefrótica

Imunossuprimidos

Indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV e CD4 <350 células/mm3; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos 6 meses; neoplasias hematológicas

Anemia falciforme

Anemia falciforme

Obesidade mórbida

Índice de massa corpórea (IMC) ? 40

Síndrome de down

Trissomia do cromossomo 21

Cirrose hepática

Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C

* Com informações do Ministério da Saúde 

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